• Página inicial (site) | • Blog (início)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

A transcendência e o vazio: uma experiência em Israel

...Embora todos os momentos desta viagem tenham sido especiais, dois me marcaram profundamente. Como se fossem duas experiências, ou formas, de relação com o sagrado.

O primeiro ocorreu no "Mar da Galiléia" ou Lago de Genesaré. Neste lugar, houve momentos de plenitude, o sagrado ali era abundância, era transbordamento.
Nada precisava ser dito naquele lugar. Bastava ficarmos sentados à beira do lago, escutando o vai e vem das ondas, e a carícia do vento na vegetação que nos rodeava.
A noite o céu estava sempre estrelado e a temperatura amena.

No dia que deixamos a região do lago de Genesaré, no caminho para Jerusalém paramos as margens do rio Jordão, e fomos batizados por Jean-Yves.
Este momento foi muito marcante também pois representou para mim uma grande comunhão com o grupo.
Todos nós escolhemos nossos nomes. Então, houve um novo momento de apresentação mútua e testemunhamos o acontecimento em que cada um se dirigia ao rio escolhendo ser ele mesmo, em seu próprio nome.

O segundo momento foi em Jerusalém. Na cidade que leva a "paz" em seu nome ("shalom") a disputa pelos símbolos e pelo sagrado é grande.
Quando falamos de sagrado, falamos daquilo que é destacado, diferente, santo. Cada grupo então para marcar a sacralidade de seus rituais, de seus templos de oração, se destacam, se diferenciam uns dos outros e reivindicam que o espaço de terra em que pisam é sagrado.
Esta experiência para muitos de nós é significante.
Ainda mais, quando carregamos conosco valores e práticas religiosas das quais dificilmente queremos abdicar.

Então, como não relativizar estes nossos valores perante o outro que reclama absolutamente também a possibilidade de manifestar seus próprios valores?

Tive que lembrar de algumas palavras de Jean-Yves. "Não há lugares ou terra santa, mas talvez haja uma maneira santa de andar por sobre a terra".
Se não tomássemos os objetos de nosso desejo como se fossem nosso próprio desejo, poderíamos permanecer abertos a tudo e a todos.

Vivenciar o vazio deste desejo, não restringi-lo a objetos finitos e impermanentes, nos manteria no infinito.

A experiência deste esvaziamento senti de maneira concreta na Igreja do Santo Sepulcro.
Logo que coloquei meus pés dentro da igreja, veio a frase em minha mente "Deus não está aqui, Jesus não está aqui".
E ele não está lá mesmo, ele ressuscitou. E devemos nos lembrar disso; a mensagem de Jesus não termina na crucificação.
Há o dia seguinte, em que o túmulo está vazio e o amor é sempre eterno.
Então é importante manter o túmulo vazio, nosso desejo sempre aberto para que nossa mensagem não seja de morte mas de vida.
Para não utilizarmos de nossos valores, crenças como armas para agredir nosso próximo.

A partir disso, sinto que minha fé está mais inteligente.
Intelligere, donde vem a palavra inteligência, significa conhecer por dentro, estabelecer conexões visando a unidade.
Isto é uma espécie de presente, é também uma espécie de luz.

"Deus sendo luz, não o vemos, ele é o que nos permite ver" (Jean-Yves Leloup)

Daniel M. de Oliveira

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Encontro das Mocidades Espíritas de Santo André - 2009

Estivemos esse ano em nosso 3º EMESA. Muitos rostos diferentes.

O encontro foi num domingo nublado e frio, no dia 20 de setembro, mas o evento foi muito acolhedor.

Reencontramos amigos que já fazem parte de nosso história. Mas não encontramos a Josi. Onde estão a Josi e o Bruno?

Nos apresentamos em dois momentos. O primeiro foi pela manhã, onde todos ainda com sono, inclusive nós, cantamos, nos abraçamos e acordamos! Na sequência nosso querido João Luiz iniciou sua atividade doutrinária com um dos grupos. João realizará um projeto conosco em breve, postaremos isso em hora oportuna.

Num segundo momento fizemos uma grande 'brincadeira' com as músicas. Destaco, como sempre, Guliali e Fazenda, de nosso amigo James Marotta (precisamos botar o papo em dia, James). Nos divertimos muito, pois quem canta seus males espanta...

Foi uma volta ao passado para mim, Daniel e Malu. Estar junto à Mocidade Espírita é muito especial, afinal de contas fizemos parte dela durante muito tempo. Bons tempos da Mocidade Espírita Allan Kardec, ai, ai... Noites do Vídeo, Campanhas do Quilo, Visitas Fraternas, Comevalp (banho frio, dormir pouco) etc. Sinto falta! Qualquer hora escrevo a respeito da MEAK.

Sentimos nos jovens presentes ao Emesa, uma energia singular. Muita vontade em participar, em mostrar as idéias e os ideais, muitas perguntas sem vergonha (no bom sentido!), e o tema era daqueles: Sexualidade.

Não pudemos ficar até o fim, o que é uma pena, pois o Dani tinha que retornar para o Rio (tudo culpa do Daniel, hehehe...).

Agrademos a USE de Santo André pelo convite e pela acolhida. O evento foi muito bom e especial.

Um grande abraço!

Helton Gudin

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

8º Arte no Movimento

Marcante! Assim foi o Ame.

No dia 17 de agosto, por volta das 18h teve início o AME. O primeiro grupo a se apresentar foi o Bem. Ficamos muito felizes com a apresentação do pessoal do Espírito Santo, pois foi muito linda. Pena não conseguirmos conversar mais demoradamente com eles, pois tiveram que retornar ao Espírito Santo para outra apresentação. Mas nos encontraremos por aí, com certeza!

Logo após o Bem, fomos nós a subir no palco. Estavamos muito felizes de estarmos ali, nosso 3º AME. O grupo, ou banda se preferir, completo: Eu, Malu, Adan, Patto, Dani e Marcelão.

Por falar em Marcelo, nosso baterista, como eu peguei no pé dele, ou melhor na mão: "segura a onda, toque de leve...". Ê, Marcelão!

Tocamos músicas que realmente amamos: Novo Tempo, Simplesmente, Já é Tempo, e as mais novas: Rita e a Caridade (empolgante!), Um Mundo Mais Azul e Roda Vida. Foi emocionante ouvir o coro de quase 400 pessoas cantando Simplesmente com a Malu. Também foi demais quando tocamos O Amor de Jesus, do Ariovaldo: todos cantaram!

Erramos! hehehe... mas fazer o que, né? Faz parte... tocamos durante 1 hora, e durante essa tempo o público cantou, vibrou, dançou junto conosco. Como isso nos emocionou! Estamos com muita saudade do pessoal do CEHA. Precisamos estar aí mais vezes no ano! Fica aqui nossa reenvindicação! =D

Marielza Tiscate veio na sequência.

Mari pra variar encantou! Lembro quando a conheci aqui em Taubaté, em 1998, me inspirou muito com trabalho ainda em desenvolvimento do Änïmä. E como foi bom reencontra-la e ouvi-la cantar. (Mari, a Malu quer o CD Teste do Pezinho, não esqueça, tá?)

Fechando a noite do sábado Tim e Vanessa.

Poxa, finalmente nos encontramos, né, Tim! Há tempos ensaiavamos esse encontro.

Foi de uma suavidade a apresentação! Reconfortante ouvir Vanessa cantado Senhor das Estrelas... Denis e Tim tocando é sinônimo de sintonia.

O domingo foi repleto de apresentações: Ariovaldo Filho (Tio Ari, gostei demais da versão country de Amor de Jesus!) Irmão Pavani, Estado de Espírito, Acústica do Ser; gente me perdoem, mas não consigo lembrar o nome de todos... quem lembrar responda aí, ok? Tim e Vanessa e Änïmä também se apresentaram no domingo.

Horas e horas de música espírita!

E aí chegou a hora de pegar a estrada de volta. A Malu desta vez não dormiu, pasmem!

Estão de parabéns todos os que colaboraram para a realização deste evento. Nossa admiração e nossos mais sinceros agradecimentos a Wagner, Thiago, Laurinha e a todos os trabalhadores do CEHA (Centro Espírita Humildade e Amor).

Em breve postarei as fotos de nossa apresentação do sábado, dia 17 de agosto.

Até a próxima!

Helton Gudin

PS: devagar vamos pondo os assuntos em dia, acompanhem.

domingo, 4 de outubro de 2009

Onde está o Änïmä?


Esta foi a pergunta recorrente da última semana.
Pois bem, estamos aqui!


Bem, tivemos uma certa enxurrada de compromissos profissionais, férias e apresentações; ficamos ausentes do blog e do site, mas saibam que estamos aqui.

Estamos devendo a cobertura do AME na nossa visão, mas em alguns dias postarei aqui. Por enquanto só posso dizer que foi demais!

O Daniel entrou de férias do trabalho e foi para Israel. Enquanto qualquer ser humano normal vai para a praia ou para a montanha, o cidadão foi para o deserto. Ai, ai...

Mas foi muito especial. Em uma “excursão” realizada por Jean-Yves Leloup, foi conhecer pontos por onde Jesus esteve. Mas essa história ele mesmo vai contar. Tem um monte de fotos legais, de encher os olhos e atiçar a curiosidade.

Esse mês, temos a agenda cheia de gravações. Queremos, de todas as formas, finalizar o novo CD, Futuro Presente, e também finalizar o DVD (Ô novela, viu!).

Uma novidade muito especial para nós são as apresentações que realizaremos no Espírito Santo em novembro. Em breve estará disponível na agenda do site.

Acompanhem aqui as notícias.

E nos perdoem realmente a ausência. Procuraremos não permitir que isso ocorra novmente.

Um grande abraço!
Helton Gudin